Pilates para Atletas

Você estará menos exposto a contrair lesões, uma vez que haverá o trabalho específico nos grupos musculares corretos. A economia de energia e o aumento do ritmo durante os treinos e competições é outro ponto importante. Também há uma melhora significativa na técnica, aumento da tolerância ao esforço, prevenção do desequilíbrio muscular e absorção e redução de impacto.

Outro benefício é a manutenção e correção da postura em virtude do fortalecimento do core, musculatura responsável pela sustentação da coluna. Devidamente trabalhado e fortalecido, faz com que o atleta tenha um melhor controle sobre a mecânica da atividade que desempenha.

  • Maior consciência corporal
  • Menos risco de lesões
  • Aumento da tolerância ao esforço
  • Fortalecimento do core e sustentação da coluna
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O “boom” do Pilates para atletas. 

Entre o período que vai do meio até o fim dos anos 1990, tivemos o primeiro boom, onde celebridades como Madonna e outros famosos começaram a divulgar os benefícios do método Pilates. Aparentemente, no período atual estamos tendo um segundo boom, com atletas profissionais – como Jake Arrieta, Jimmy Butler e outros - discutindo e divulgando os benefícios do método Pilates para os esportes praticados profissionalmente.


Como sabemos, o Pilates tradicional traz benefícios como a prevenção de lesões, a reabilitação física, o fortalecimento do core – ou núcleo de força do corpo -, o alongamento corporal e principalmente o treino com as coordenações motoras e controle do corpo.

Infelizmente, atletas só vem a conhecer o método Pilates quando tratamos dos casos de reabilitação e tratamento de lesões musculares, além do alívio de dores, logo, essa será a prioridade do profissional que realiza a aula.

Mas o Pilates pode sim ser focado para atletas e trazer muitos benefícios aos mesmos. 

O treinamento do Pilates para atletas.

Um mito que existe no treinamento do Pilates para atletas é acharem que se o exercício não os força demais, ou seja, exercícios de resistência baixa e lentos não há avanço nos atributos de força e velocidade. Isso é mentira.

O que, na verdade, importa mesmo é a biomecânica e o alinhamento perfeito na hora dos exercícios.

Dessa forma, a força e a velocidade vão subindo gradativamente de degrau, e, quando o atleta sentir a diferença de ambos atributos, sentirá também o alinhamento perfeito de seus movimentos, e uma biomecânica extremamente favorável.

Atletas profissionais são extremamente motivados a melhorar, portanto, quanto mais forem treinados, mais virão e participarão dos treinos. E, quanto maior a frequência nos treinos, mais eles sentirão os efeitos benéficos do Pilates.

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O que difere o método Pilates dos outros?

Apesar do Pilates ser um tipo de exercício físico e extremamente benéfico para atletas, existe uma grande diferença entre a maioria dos esportes e o método Pilates. No Pilates, a maioria dos movimentos dentro do método são simétricos, enquanto a maioria dos movimentos no esporte são completamente assimétricos.

Por exemplo, temos o footwork, o frog, e o rewing no reformer que são movimentos que trabalham e muito os braços e pernas com o mesmo movimento, na mesma direção, na mesma velocidade e ao mesmo tempo.

Em contrapartida, temos os esportes que em sua maioria são caracterizados por movimentos assimétricos e possuem um fator de rotação considerável no sentido contrário em cada parte do corpo.

Como por exemplo: correr, com a perna direita e braço esquerdo, ou qualquer arremesso, ou até mesmo um chute, como no tênis ou no futebol.

Executar em sua aula movimentos de Pilates que são assimétricos é uma pequena mudança que pode acabar deixando suas sessões de Pilates muito mais eficientes.

Geralmente, se ensinam exercícios com os músculos da pélvis e do tórax completamente parados, mas pode-se facilmente adaptar esses movimentos para movimentos assimétricos que incluam a pélvis e o tórax, se movendo nos sentidos cima e baixo.

Muitos esportes variam de algum tipo de rotação, sendo a parte crucial da rotação o alongamento e principalmente o estiramento.

Pois, se a espinha não está estirada, temos um problema grave: a rotação pode se tornar perigosa e ineficiente, podendo causar danos inclusive na coluna vertebral.

Essa estrutura óssea é fundamental para conseguirmos andar e realizar movimentos de rotação, além de manter nosso corpo estável.

Por exemplo, quando o quarterback em um jogo de futebol americano deseja arremessar a bola, ele deve, se for destro, girar a parte interna da perna direita, criando um espiral por todo o corpo, o que irá permitir que ele arremesse a bola na direção desejada e tão longe quanto necessário.

Entretanto, se sua espinha não estiver corretamente alinhada e estirada por causa de um alinhamento ruim com a pélvis, ou também uma junção toráxica lombar, a força rotacional não irá mover a bola com a força desejada, pois perde força com o corpo puxando para o lado contrário.

Isso se deve ao fato da força rotacional não mover até a parte torácica da espinha, no ombro e no braço. 

Para conseguir arremessar a bola tão longe quanto necessário, o atleta deverá colocar mais precisão e mais força, o que pode acabar lesionando os músculos da região do core, podendo levar uma lesão nas costas ou nos ombros.

Especialmente para esportes que possuam componente rotacional, o essencial é que se pratique o método Pilates pois ele pode ser extremamente benéfico por dar ênfase no alinhamento da espinha.  

A beleza do Método Pilates é que pode ser adaptado para todos.

Ele é universal e único. Com o Pilates crescendo e mais pesquisas sobre os seus benefícios são publicados, mais marcas do mercado irão se abrir para nós.

Atletas estão começando a entender os benefícios do Pilates e o que os instrutores do método podem fazer por eles.

Nós podemos fazer muito pelo atleta, a única limitação é o conhecimento e criatividade do instrutor. O método soma ao treinamento esportivo de várias formas, através da melhora da qualidade e eficiência do movimento (uma das propostas básicas do método) e um treino específico pode ajudar na melhora do desempenho.

Entenda sobre: O que é o Pilates?

A História do Método Pilates

Joseph Pilates, criador do Método Pilates, teve experiências terríveis na infância, tendo doenças como asma, raquitismo e febre reumática. Por isso, ele sempre foi uma criança que se exercitava, afim de melhoras as condições do próprio corpo e não se sentir preso a ele.  

Joseph sempre foi visto treinando de calção, pelo fato de possuir raquitismo e consequente deficiência em vitamina D, o que o deixou conhecido por esse estilo de roupa.

Em seguida, Joseph Pilates começou a estudar de forma profunda as ciências biológicas do corpo humano, como a anatomia, a fisiologia, a Medicina Tradicional Chinesa (MTC), física e biologia.

Ele procurava ciências que mostravam tudo sobre o funcionamento do corpo humano de forma conjunta.  Em 1912, o jovem Pilates se mudou para a Inglaterra, virou lutador de boxe em Londres e ensinou defesa pessoal para a polícia metropolitana de lá.  

Preso por ser alemão na Primeira Guerra Mundial, o jovem Pilates ensinou aos prisioneiros, inclusive os doentes, técnicas do próprio método para se exercitarem enquanto estavam isolados do resto do mundo.

Após ser libertado, lançou as técnicas que eram chamadas de Contrologia, referentes ao controle da mente sobre o corpo, nome que depois foi adaptado para Pilates.

Em 1967, aos 83 anos, Joseph Pilates morreu por complicações em um incêndio dentro de seu estúdio, mas sua esposa continuou disseminando o método ao resto do mundo.

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