Pilates e a dor na cervical

Pilates e a dor na cervical

A dor na cervical ou cervicalgia é uma patologia comum na atualidade. Pode ser analisada como uma consequência do sedentarismo e do uso das tecnologias do mundo atual. Porque vai atingir diretamente o pescoço, que é onde se domina os movimentos da cabeça em relação a todo o corpo.

Os sintomas dessa patologia vão se instalando de forma gradual: movimentos com rigidez, mudanças na mobilidade, alteração postural mudada como meio de compensar a dor da má postura. A dor vai apresentar-se no pescoço, mas também pode se manifestar no ombro e no membro superior (cervicobraquialgia), ainda pode se manifestar com alterações neurológicas como a alteração da sensibilidade, da força muscular, e nos reflexos em inserções musculares como a do punho, cotovelo e ombro modificados.

Geralmente a dor na cervical está relacionado com a compressão da raiz nervosa da região cervical sub-axial. O recomendado é ficar atento às dores com sinais neurológicos por causa da possibilidade de gerar infecções na coluna, compressões na medula espinhal, tumores, fraturas e outras doenças. Existem casos também que se dão dificuldade na marcha, cansaço, mudanças na fala, sudorese, dor de cabeça, zumbidos, náuseas, febre, visão turva e perca de peso. É importante relembrar que a cervicalgia é um dos sintomas da meningite.

Joseph Pilates falava “Se aos 30 anos você está sem flexibilidade e fora de forma, você é um velho. Se aos 60 anos você é flexível e forte, você é um jovem”. E é isso que o Pilates vai proporcionar uma vida de qualidade, saudável e jovial.

Entenda mais um pouco sobre a cervicalgia e o como o Pilates pode auxiliar no seu tratamento.

Causas comuns da dor na cervical

1. Traumas;

2. Fraturas;

3. Tumores;

4. Hérnia discal;

5. Infecções (caxumba, meningite e etc);

6. Desordem mecânica, causas posturais e ergonômicos, obesidades, fraqueza abdominal e estresse;

7. Osteoartrose, artrite reumatoide;

8. Inflamações espondilite anquilosante;

9. Modificações musculares congênitas (que nascem com você);

10. Modificações da ATM (articulação têmporo-mandibular);

11. Estenose do Canal Vertebral.

A dor na cervical

A dor na cervical, ou como é conhecida cervicalgia, é uma das patologias mais populares da modernidade. Sua incidência aumenta com o passar da idade e afeta aproximadamente 23% da população (Bovim et al, 1994). O uso crescente das tecnologias geram o uso constante da má postura e recorrente abaixamento da cabeça, proporcionando o favorecimento da evolução da disfunção cervical.

A coluna cervical aguenta o peso do crânio que varia ente 4,5 e 5kg quando em coluna neutra. Um estudo americano de Kenneth Hansraj revela que quando usa-se os celulares o peso do crânio aumenta proporcionalmente ao grau da flexão cervical, assim se fica em 60° de flexão o peso do crânio para a cervical aumenta para 27,2 kg.

Essa sobrecarga da região durante grandes períodos pode gerar desde a dor localizada na cervical ou nos ombros e até chegar a causar hérnias de disco, devido à sobrecarga mecânica na cabeça e nos ombros, gerando muitas tensões e dores na área.

Os músculos multífidos têm grande importância na dor cervical por causa da sua ação estabilizadora nos segmentos vertebrais. Portadores da dor na cervical aguda e crônica mostram atrofia desses músculos.

Hides et al, (1996) concluíram que um deficitário controle neural dos multífidos compromete a ação estabilizadora desses músculos profundos.

A dor na cervical é um dos quadros mais dolorosos da coluna e formam a segunda maior queixa de dor do homem adulto, perdendo apenas para casos de cefaleia e dor lombar. Pode-se classificar a cervicalgia em primárias e secundárias.

As dores primárias relacionam-se com as organizações da coluna e do ombro (capsulas, nervos, ossos discos intervertebrais e músculos). E as secundárias, têm como causa uma disfunção em outra região que reflete na região. Pode-se ainda ter outras origens como a de mecânico-degenerativa (primária) e não mecânicas: psicogênicas, psicossomáticas e referidas (secundárias).

As causas da dor na cervical são demasiadas, desde origens genéticas, disfunções posturais excessivas, sedentarismos, muitos movimentos em membros superiores e pescoço, até a dificuldade para enxergar geram a deslocação da cabeça para longe do alinhamento adequado da coluna cervical.

Pilates e a dor na cervical

A intervenção do Pilates para o tratamento da dor na cervical é bastante eficaz para a estabilização da dor e sua melhoria e tratamento quanto para a prevenção e orientação para impedir novos quadros. Os movimentos são focados na respiração característica associada à contração e o fortalecimento do CORE (músculos da área central do corpo, lombar, abdominal e pélvica) proporcionando a mobilização da área, e o equilíbrio muscular da região (flexibilidade e força) para restabelecer o alinhamento e correção postural e principalmente da região cervical, estabilizando, fortalecendo e protegendo toda a coluna cervical e vertebral.

As regiões intervertebrais também ganham atenção prioritária, pois devem ser restabelecidos ou mantidos com preservação os seus espaços naturais dos nervos e gânglios, desse modo colaboram na preservação de lesões e de outras crises.

O Pilates é muito eficaz para o tratamento na dor na cervical, pois, vai proporcionar a estabilização total da região com controle, e ainda gera o reequilíbrio muscular (ganho de flexibilidade e força). Seus exercícios vão ter como foco restabelece o alinhamento da área e diminuir as dores. O aumento axial dos portadores é essencial, pois por meio desse fundamento ocorre a ativação dos multífidos o que gera a coluna vertebral mais estabilizada.

Outra parte fundamental é que o professor de Pilates vai sempre ficar atento a tensão de músculos superficiais durante as sessões do método, tudo planejado e com muita atenção e supervisão para garantir a melhora e a prevenção.

O estudo de Mallin e Murphy (2012) revelou que os efeitos dos exercícios do Método Pilates na dor e função dos portadores com queixas de dor cervical. Os 13 participantes tinham idades entre 18 e 60 anos e fizeram os exercícios por 6 semanas, com foco nos pilares do método: respiração e ativação do Power House. O estudo sugeriu que os Método Pilates reduziram a dor e ajudaram na melhora da função da coluna cervical mesmo após 12 semanas que tinha sido realizada as sessões de Pilates.

Por isso, o Método Pilates destaca-se como técnica que tem beneficiado os pacientes dessas desordens na cervical e no corpo em sua totalidade. Devido ao seu método de trabalhar o condicionamento físico com a integração do corpo e da mente por meio da consciência corporal auxiliando o praticante a entender o padrão do movimento que ajuda para o aparecimento da cervicalgia, para que ele possa evitar a região fique mais dolorida e o quadro possa ser piorado.

Então, o Método Pilates vai desenvolver o equilíbrio muscular, o realinhamento da postura e a reeducação da função por meio de equipamentos de mecanoterapia, feitos de madeira e molas que vão realizar a resistência e que também auxiliam na produção do movimento. No caso da dor na cervical, ele age como normalizador do tônus na região do pescoço e suas adjacências, reduzindo os espasmos e alinhando a desordem gerada pela dor e imobilidade.

A História do Método Pilates

Joseph Pilates, criador do Método Pilates, teve experiências terríveis na infância, tendo doenças como asma, raquitismo e febre reumática. Por isso, ele sempre foi uma criança que se exercitava, afim de melhoras as condições do próprio corpo e não se sentir preso a ele.  

Joseph sempre foi visto treinando de calção, pelo fato de possuir raquitismo e consequente deficiência em vitamina D, o que o deixou conhecido por esse estilo de roupa.

Em seguida, Joseph Pilates começou a estudar de forma profunda as ciências biológicas do corpo humano, como a anatomia, a fisiologia, a Medicina Tradicional Chinesa (MTC), física e biologia.

Ele procurava ciências que mostravam tudo sobre o funcionamento do corpo humano de forma conjunta.  Em 1912, o jovem Pilates se mudou para a Inglaterra, virou lutador de boxe em Londres e ensinou defesa pessoal para a polícia metropolitana de lá.  

Preso por ser alemão na Primeira Guerra Mundial, o jovem Pilates ensinou aos prisioneiros, inclusive os doentes, técnicas do próprio método para se exercitarem enquanto estavam isolados do resto do mundo.

Após ser libertado, lançou as técnicas que eram chamadas de Contrologia, referentes ao controle da mente sobre o corpo, nome que depois foi adaptado para Pilates.

Em 1967, aos 83 anos, Joseph Pilates morreu por complicações em um incêndio dentro de seu estúdio, mas sua esposa continuou disseminando o método ao resto do mundo.

Conheça outras opções de Pilates:

Solicitar mais informações
omega4omega4omega4
Endereço Omega4 Estúdio do Corpo
Unidade Paraíso: Rua Osório Duque Estrada, 35 -  São Paulo
11 2386-9717 | WhatsApp 11 94048-3704
Unidade Moema: Avenida Divino Salvador, 669 - São Paulo
11 98827-7152
contato@omega4.com.br