Pilates para Parkinson

Pilates para Parkinson: Tenha resultados reais!

A doença de Parkinson, ou mal de Parkinson, é uma doença crônica, progressiva e degenerativa ao Sistema Nervoso Central, ou SNC.

A principal condição afetada no corpo é a produção de dopamina, um neurotransmissor importante (neurotransmissor é uma substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas, ou seja, uma substância fundamental na sinapse).

Este neurotransmissor ajuda a realizar os movimentos voluntários do corpo de forma automática, ou seja, movimentos que realizamos sem ficar pensando ou nos concentrando para tal, graças à presença dessa substância em nossos cérebros.

A doença não afeta a capacidade intelectual ou a memória do paciente, e muito menos é contagiosa, como alguns acham.

A falta de dopamina acaba afetando os movimentos do afetado, provocando sintomas como tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular, desequilíbrio e até mesmo alterações na fala ou na escrita.

O Método Pilates pode ser recomendado para pacientes que tenham essa doença, independentemente da idade, pelo fato de ser um treino que atua na reeducação do aluno, reeducando desde a respiração e movimentos involuntários, até movimentos que exigem um certo nível de concentração.

Abaixo, entenda mais sobre como funciona o mal de Parkinson e depois o comentário sobre com o Pilates pode auxiliar no tratamento dessa doença.

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Sobre Pilates para Parkinson

O mal de Parkinson, ou doença de Parkinson, afeta mais de 2% da população mundial com mais de 65 anos.

Anualmente, aparecem um pouco menos de 10 casos novos para cada 100.000 (cem mil) pessoas abaixo dos 50 anos, enquanto surgem pelo menos 300 casos novos para cada 100.000 (cem mil) pessoas que tem a idade entre 88 e 99 anos.

Para essa doença, existem alguns fatores de risco, como:

  • A idade: a doença é mais comum de encontrar em pessoas da terceira idade, portanto, o risco aumenta conforme a idade.
  • O gênero: homens acabam desenvolvendo mais a doença que mulheres, segundo pesquisas.
  • A hereditariedade: familiares com o quadro dessa doença aumentam as chances de a pessoa desenvolver o mal de Parkinson.

O mal de Parkinson é uma enfermidade classificada e descrita em 1817, pela primeira vez, com o médico inglês James Parkinson.

O Parkinson é uma doença neurológica que afeta os movimentos, causando tremores, lentidão em movimentos simples, rigidez muscular, desequilíbrio, além de alterações que podem ser severas na fala e na escrita.

Ela não é fatal, contagiosa e também não afeta a memória ou a capacidade intelectual do enfermo, como descrito no tópico acima.

O mal de Parkinson acontece graças a degeneração das células situadas em uma região do cérebro chamado “substância negra”. Essas células produzem uma substância com o nome de dopamina, que conduz correntes nervosas (neurotransmissores) ao corpo.

A falta ou diminuição dos níveis de dopamina do corpo afeta diretamente os movimentos e a coordenação motora do paciente, provocando os sintomas indicados acima.

Como já descrito acima, o portador da doença irá apresentar sintomas como dificuldade de movimento, causando lentidão, desequilíbrio muscular, e alteração na fala e na escrita.

No entanto, a Síndrome de Parkinson contém 4 características principais que a classificam como tal, segundo a Academia Brasileira de Neurologia:

  • Tremores: dificuldade de movimento preciso e lentidão.
  • Acinesia ou Bradinesia: lentidão e diminuição dos movimentos voluntários.
  • Rigidez: enrijecimento dos músculos, principalmente no nível das articulações.
  • Instabilidade Postural: dificuldades relacionadas ao equilíbrio postural, com a possibilidade de quedas frequentes.

A partir disso, os médicos dizem que para o diagnóstico não é necessário que sejam encontrados os 4 sintomas específicos e simultâneos.

Apenas dois dos três primeiros itens acima, já podem ser considerados casos de mal de Parkinson e o paciente deverá ser tratado como portador da síndrome.

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Os sintomas começam a se instalar de forma lenta, progressiva, e geralmente em apenas um lado do corpo. A pessoa começa a perceber que não consegue realizar os movimentos da mesma forma do lado oposto, não afetado ainda pela doença.

A partir disso, os sintomas vão se intensificando e se tornando degenerativos, afetando o outro lado. O portador de Parkinson pode ter algumas complicações durante o desenvolvimento da enfermidade, tais como:

  • Problemas de memória
  • Alteração emocional
  • Insônia
  • Dificuldade de raciocínio
  • Fadiga excessiva

O Método Pilates para Parkinson e o tratamento

O Método Pilates, criado e desenvolvido por Joseph Pilates, como dito anteriormente, atuará especificamente na reeducação do paciente, desde a respiração consciente (apesar de involuntária), até os grandes movimentos que exigem um certo nível de concentração.

O Pilates é um treinamento físico do corpo e da mente, com base em seis princípios fundamentais: a concentração, o controle, o centro de força, a fluidez dos movimentos, a respiração e a precisão.

Um sistema único de exercícios de alongamentos e fortalecimento, coordenação motora e equilíbrio, procurando evitar impacto ou pressão sobre as articulações (medida que pode causar dor), diminuindo o risco de lesões.

O método Pilates é uma forma de atividade física indicada absolutamente para qualquer pessoa, independentemente de restrições.

O portador do mal de Parkinson apresenta uma musculatura rígida com alterações posturais e de comportamento, com perceptível postura cifótica, e esta, por sua vez, compromete a expansibilidade torácica do enfermo, com a respiração se tornando mais curta por esse motivo.

Com o método Pilates, o treino respiratório objetiva a mudança da qualidade de respiração do enfermo, mudando o padrão da doença, o que dá o paciente uma conquista gigantesca: uma melhor expansibilidade torácica e consequente respiração.

Os exercícios específicos de mobilidade e alongamento são extremamente necessários porque o paciente tende a adotar uma postura de prostração devido aos sintomas, diminuindo o espaço necessário para a expansão pulmonar durante o ato involuntário da respiração, levando-o a ter, cada vez mais, uma respiração prejudicada e difícil.

Além disso, a aplicação dos exercícios flui de maneira mais adequada se conseguirmos diminuir o padrão de rigidez, para isso, a rotação das extremidades e do tronco assim como o balanço suave e lento proporcionam um relaxamento do indivíduo para que o mesmo consiga realizar as atividades subsequentes.

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A História do Método Pilates

Joseph Pilates, criador do Método Pilates, teve experiências terríveis na infância, tendo doenças como asma, raquitismo e febre reumática. Por isso, ele sempre foi uma criança que se exercitava, afim de melhoras as condições do próprio corpo e não se sentir preso a ele.  

Joseph sempre foi visto treinando de calção, pelo fato de possuir raquitismo e consequente deficiência em vitamina D, o que o deixou conhecido por esse estilo de roupa.

Em seguida, Joseph Pilates começou a estudar de forma profunda as ciências biológicas do corpo humano, como a anatomia, a fisiologia, a Medicina Tradicional Chinesa (MTC), física e biologia.

Ele procurava ciências que mostravam tudo sobre o funcionamento do corpo humano de forma conjunta.  Em 1912, o jovem Pilates se mudou para a Inglaterra, virou lutador de boxe em Londres e ensinou defesa pessoal para a polícia metropolitana de lá.  

Preso por ser alemão na Primeira Guerra Mundial, o jovem Pilates ensinou aos prisioneiros, inclusive os doentes, técnicas do próprio método para se exercitarem enquanto estavam isolados do resto do mundo.

Após ser libertado, lançou as técnicas que eram chamadas de Contrologia, referentes ao controle da mente sobre o corpo, nome que depois foi adaptado para Pilates.

Em 1967, aos 83 anos, Joseph Pilates morreu por complicações em um incêndio dentro de seu estúdio, mas sua esposa continuou disseminando o método ao resto do mundo.

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